quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Quinta da Bacalhoa


É considerada um dos primeiros exemplos da arquitectura renascentista em Portugal. Da primitiva construção gótica, de 1427, pertencente ao Infante D. João (filho de D. João I) , restam apenas algumas abóbodas em ogiva.

A actual casa e os muros que a cercam foi mandada contruír em 1480, por D. Brites, filha do Infante D. João. Nos cantos dos muros erguem-se torreões que lembram os da Torre de Belém.

Em 1528, a Bacalhoa foi vendida a Brás de Albuquerque, filho iliegítimo de Afonso de Albuquerque. O novo proprietário, influenciado epal arquitectura renascentista que florescia em Itália, manda ornamentar a quinta e o palácio com azulejos de diversos estilos e proveniências, conferindo-lhe o ar renascentista que hoje encanta a todos que lá visitam.

Azeitão


A nobreza descobriu Azeitão no século XV e por ali ficou a desfrutar a sua beleza e tranquilidade rural até ao início do século XIX. Atraídos pela caça e pela pesca abundantes que existiam na região, os fidalgos utilizaram as riquezas provenientes das camapanhas da Índia e do Brasil na contrução de palácios de campo, verdadeiros centros de lazer onde passavam longas temporadas.

Assim surgiram as quintas brazonadas e os palacetes que pontuam as aldeias de Azeitão.No entanto, muito antes da Corte ter adoptado Azeitão como centro de veraneio, os árabes já tinham constatado que o clima ameno e a vegetação luxuriante desta região eram um paraíso para os sentidos e para o corpo humano.

Jaime Cortesão chegara a citar que esta zona era "um fresco lugar de recreio e vilegiatura de senhores árabes, ou melhor, berberes arabizados". A vila que fora substituída por Sintra e Cascais como centro de lazes com o advento do caminho-de-ferro e do automóvel, volta agora a ser procuradas pelas classes urbanas.

Actualmente a Rua José Augusto Coelho é o coração urbano de Vila Nogueira de Azeitão. É ali que está concentrada toda a activivdade económica da vila: as mercearias, as lojas de artesanato, os cafés, os restaurantes, a venda de jornais, o mercado de hortícolas, frutas e peixe, as fábricas de José Maria da Fonseca, a empresa de vinhos mais antiga de Portugal.

Mesmo os monumentos mais emblemáticos da Vila, o Palácio dos Duques de Aveiro, o Chafariz dos Pasmados e a Igreja de S. Lourenço, encontram-se praticamente na berma da rua principal.Os monumentos, como o degradado Palácio dos Duques de Aveiro, o imponente Chafariz dos Pasmados, são a face visível da permanência da nobreza, mas o que mais evoca a presença dos príncipes, marqueses, duques, condes e altos funcionários da Corte é a atmosfera requintada que impregna esta região pontuada de palácis aristocratas.

A atmosfera aristocrática que envolve Azeitão assume maior expressão em Vila Fresca. É aqui que se encontram as Quintas da Bacalhoa e das Torres, exemplos perfeitos da Quinta de refresco e prazer um que a natureza domesticada se expressa em jardins e lagos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Casa do Corpo da Guarda


Mandado construír por João Nunes da Cunha nos de 1650, foi remodelado ao mesmo tempo que o edifício camarário, no reinado de D. João V (devido ás danificações causadas pelo terramoto de 1755).

Albergou soldados, funcionando como Posto Militar e dependência do Distrito de Recrutamento Militar até 1993.Em termos estéticos: é um edifício de dois pisos comportando arcos de volta perfeita, sendo que o ritmo e a escala das aberturas do seu pórtico e das janelas do primeiro andar revelam equilíbrio harmonioso que o tornam, apesar das suas modestas dimensões, um dos edifícios mais nobres da Praça do Bocage.

Contíguo a esta construcção encontra-se desde 1738, um dos muitos Passos da Procissão da Paixão dispersos pela cidade. Esta construcção sucedeu a uma capela anexa ao edifício, que tinha como orago Nossa Senhora da Conceição.

Quanto á sua autoria, suspeita-se de um Arquitecto da época pertencente á Ordem de Santiago: João Baptista Barré.

Forte da Arrábida


O Forte de Santa Maria, situado na encosta da Serra da Arrábida, fazia parte de uma vasta linha de defesa da costa, agora designada de costa azul.
Esta costa é compreendida entre a zona metropolitana de Lisboa e o litoral alentejano, até à ilha do Pessegueiro.
As primeiras fortificações desta linha a serem construídas foram algumas praças muçulmanas, das quais apenas o Castelo de Palmela e o Castelo de Sesimbra sobreviveram até hoje.
Articulando acções de defesa com estes dois castelos, encontrava-se uma fortificação medieval denominada Castelo de Coina-a-Velha, da qual restam apenas ruínas.
Construído no ano de 1676, logo após o fim da Guerra da Restauração, tinha por objectivo reforçar a defesa da costa entre o forte de Sant´iago de Sesimbra e o forte do Outão.

Actualmente encontra-se aí instalado o Museu Oceanográfico do Parque Natural da Arrábida.

Forte de Albarquel


Construída á beira do Sado, edificou-se em 1643, por ordem de D. João IV, concluída no reinado de D. Pedro II.
Em termos etimológicos, diz-se que o termo "Albarquel" consiste na corrupção do árabe "Al-Seiq-el Muhamed" (capitão Muhamed). Outros dizem ser a corrupção da palavra de "Albarcar" (gado vacccum).

Este forte tinha o objectivo de reforçar opoder de fogo da fortaleza de S. Filipe. Hoje está aqui instalada uma unidade de artilharia do Exército Português, o que impede o acesso aos visitantes.

Torre de S. Tiago Outão


Distingue-se por ser uma torre de atalaia vigilante da Costa, construída com grande solidez e principiada pelos anos de 1390, por ordem de D. João I, sendo ampliada nos reinados de D. Manuel e D. Sebastião e finalizadas após a morte de D. João IV.

Segundo a tradição deste local, no período dos Roamanos, existia um templo dedicado ao Neptuno. Tanto que quando das reformas de D. João IV, foram achadas estátuas de Neptuno mutilada e algumas importantes moedas, dos Impérios de Júlio César, Augusto e Tibério.

Durante os acontecimentos de 1580, a fortaleza de Outão tomou com Setúbal partido por D. António Prior do Crato.Esta Torre chegou ainda a servir de prisão do Estado, sendo aqui encarcerado Gonçalo Pires de Carvalho, no ano de 1641, pelo crime de traição á pátria.

Actualmente, funciona como Hospital Ortopédico do Outão, fundado no ano de 1909.

Fortaleza de S. Filipe


Devido á guerra com os Países Baixos e a pretensão de conquistar a França e Inglaterra, D.Filipe II tratou de fortificar cinco postos na península.Por ser um posto de importância militar e comercial, o monarca mandou construír a Fortaleza de S. Filipe.

É de realçar que por ocasião da visita do monarca, com este objectivo defensivo (Setúbal de 1582), terá surgido a mais antiga planta conhecida da cidade.Constuído pelo risco e protecção da direcção do arquitecto militar italiano: Philippe Terzo (ou Tirsio), a obra passou para a direcção de Leonardo Furiano, no ano de 1598 e foram concluídas em 1600.

Localizado a 1.500 metros sa cidade, está sonbreiro ao Sado, podendo sua artilharia defender a barra e proteger a Fortaleza do Outão.Esta fortaleza posuía um novo tipo de estrutura abaluartada, surgindo como respota probabilística. A sua palna em estreal irregular por seis portas, permitiam grandes e diversificadas posições de tiro, como também, maior eficácia de defesa.As muralhas com inclinação ofereciam maior resistência ao impacto de projecteis. Uma segunda linha de muralhas avançadas, reforçava essa resistência, criando um duplo obstáculo.

Não possuindo qualquer tipo de torre, a fortaleza de S. Filipe incluía no seu interior um importante conjunto de edifícios, do qual se destacavam a residência do governandor e a igreja, por sua vez, revestida no seu interior com magníficos painéis de azulejo, assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes (1736).

Actualmente, nesta fortaleza está instalada uma Pousada integrada na Rede de Pousadas de Portugal. No entanto, é ainda possível disfrutar da beleza paisagística do bacia do Sado com suas apetecíveis praias, avistando a Península de Tróia e seu crescente desenvolvimento.