quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Azeitão


A nobreza descobriu Azeitão no século XV e por ali ficou a desfrutar a sua beleza e tranquilidade rural até ao início do século XIX. Atraídos pela caça e pela pesca abundantes que existiam na região, os fidalgos utilizaram as riquezas provenientes das camapanhas da Índia e do Brasil na contrução de palácios de campo, verdadeiros centros de lazer onde passavam longas temporadas.

Assim surgiram as quintas brazonadas e os palacetes que pontuam as aldeias de Azeitão.No entanto, muito antes da Corte ter adoptado Azeitão como centro de veraneio, os árabes já tinham constatado que o clima ameno e a vegetação luxuriante desta região eram um paraíso para os sentidos e para o corpo humano.

Jaime Cortesão chegara a citar que esta zona era "um fresco lugar de recreio e vilegiatura de senhores árabes, ou melhor, berberes arabizados". A vila que fora substituída por Sintra e Cascais como centro de lazes com o advento do caminho-de-ferro e do automóvel, volta agora a ser procuradas pelas classes urbanas.

Actualmente a Rua José Augusto Coelho é o coração urbano de Vila Nogueira de Azeitão. É ali que está concentrada toda a activivdade económica da vila: as mercearias, as lojas de artesanato, os cafés, os restaurantes, a venda de jornais, o mercado de hortícolas, frutas e peixe, as fábricas de José Maria da Fonseca, a empresa de vinhos mais antiga de Portugal.

Mesmo os monumentos mais emblemáticos da Vila, o Palácio dos Duques de Aveiro, o Chafariz dos Pasmados e a Igreja de S. Lourenço, encontram-se praticamente na berma da rua principal.Os monumentos, como o degradado Palácio dos Duques de Aveiro, o imponente Chafariz dos Pasmados, são a face visível da permanência da nobreza, mas o que mais evoca a presença dos príncipes, marqueses, duques, condes e altos funcionários da Corte é a atmosfera requintada que impregna esta região pontuada de palácis aristocratas.

A atmosfera aristocrática que envolve Azeitão assume maior expressão em Vila Fresca. É aqui que se encontram as Quintas da Bacalhoa e das Torres, exemplos perfeitos da Quinta de refresco e prazer um que a natureza domesticada se expressa em jardins e lagos.

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