quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Convento da Arrábida


A fundação deste Convento ficou a dever-se a um encontro nos finais do século XIV e inícios do século XV, de D. João de Lencastre - I Duque de Aveiro com Frei Martinho, um religioso castelhano da Ordem de S. Francisco, filho dos Condes de Santo Estevam de Puerto.

O frade confessou que desejava fazer uma vida eremítica, dedicada exclusivamente a Nossa Senhora e o Duque ofereceu-lhe a Serra da Arrábida.Alcançada a 23 de Janeiro de 1539 a liçença nescessária do Padre-Geral da Ordem franciscana, Frei Martinho veio para Portugal ns companhia do leigo Frei Martinho Navarro e instalaram-se na Arrábida a 23 de Setembro de 1539.

Frei Martinho de Santa Maria, como pediu que lhe chamassem, logo devotou a Nossa Senhora da Arrábida, iniciando um vida baseada na pobreza e na humildade.Conhece-se pouco relativamente á Imagem de Nossa Senhora da Arrábida que ali se venera. Imagem que até há cerca de três décadas existia na Capela e que se diz ter sido roubada, já não era a subsitituiu a original.O Padre-Geral da Ordem franciscana, Frei João Calvo visitou Arrábida a convite do Duque de Aveiro, sendo que a Ermida foi incorporada na Ordem bem como os Conventos.

Foi autorizada a construção do referido Convento, com a faculdade de receber noviços. Terminando-se assim a vida eremítica.Em 1542 iniciaram-se as construções para a instalação do Novo Convento.O Convento permanecerá vivo até á extinção das ordens religiosas em 1834.De facto é um dos mais curiosos Conventos da Ordem de S. Francsico, sobretudo pela sua implantação geográfica na encosta da Serra, virada ao mar, em local quase inacessível.

Em termos arquitectónicos, é um Convento rústico constituído por um agrupamento de pequenas celas, igrejas e outras dependências. As celas foram construídas junto ás encostas da Serra ou quase escavadas na própria rocha, tendo apenas as dimensões necessárias para cada monge se mover dentro delas, não podendo permanecer em pé; nas quais as luzes penetravam-se por pequenas brechas que, lhes permitiam contemplar maravilhas do panorama, que dali se avistava.

Nos finais do século XIX, o IV Duque de Palmela, seu proprietário, marido da Duquesa D. Relena Maria, mandou edificar na extremidade ocidental do Convento, uma nova dependência destinada a servir de habitação, que por sua vez não se destoa da antiga Casa Conventual. No local do Convento existe ainda uma cela de Frei Agostinho da Cruz e a Capela de Santa Catarina e a pouca distância do Convento a Ermida do Bom Jesus, a Capela de Santa Margarida bem como as casas do respectivo ermitão e as instalações do solitário.

Actualmente, o Convento que entretanto se tinha degradado, foi comprado pela Fundação Oriente.Hoje, ao passear pelas instalações do Convento é possível desfrutar de maravilhosos pátios cobertos de pitorescos cercas; aprazíveis jardins como o de S. Pedro de Alcântara, ao fundo do qual encontra-se a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Junto a esta Ermida enocntra-se outra, onde se venerava um dos passo da paixão.

É possível visitar as instalações do antigo refeitório da Ordem dos franciscanos, bastante degradado. Nas depedndências do Convento existe ainda um valioso património de imagens, de épocas diferentes.São ainda de notar bandeiras e caixas de esmolas dos círios, o mais antigo dos quais era o de Lisboa, como já se referiu.

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