quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Setúbal Romana


Os vestígios materiais da época romana em Setúbal sitam-se, cronologicamente, entre o século I e V d.C. Predominam os vestígios da indústria de preparados de peixe, dos quais o único visível é o conjunto de Cetárias da Travessa Frei Gaspar, onde se encontra o posto de informação da Região de Turismo da Costa Azul.

Os elementos que hoje podemos observar no Posto de Turismo, faziam parte de uma fábrica idêntica ás de Tróia. Foi utilizada entre os século I e V d.C.. Para além da fábrica da Travessa frei Gaspar, outras foram assinaladas e estudadas, na Praça do Bocage e na Rua António Januário da Silva.

Outros elementos identificados da época romana, situam-se numa área ao longo da Rua Direita do Troino até á zona de Palhais/Fontainhas passando pelo Lg da Misericórdia e Rua Antão Girão.
No início do século XX, foi descoberta uma necrópole nas proximidades do Miradouro. Esta necrópole, utilizada entre os séculos II e IV d.C., era de inumação.

Os elementos conhecidos permitem afirmar que a Setúbal da época romana se estendia por uma área que abrange a cidade medieval. Na zona do Miradouro situava-se o cemitério. A área industrial estendia-se ao longo da faixa anexa á actual Avenida Luisa Todi e Praça do Bocage.

Com o fim do Império romano e das rotas comerciais, os prepatrados de peixe de Setúbal, tal como os de Tróia e de toda a Lusitânea deixaram de ter acesso aos mercados do Mediterrâneo, entrando a cidade em declínio. Acrescenta-se ainda o facto de a cidade não oferecer condições de segurança.

Na margem esquerda do estuário do Sado conhecem-se vestígios da industria de preparados de peixe no Creiro, Rasca, Comenda, Cachoferra, Pedra Furada e Santa Catarina.

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